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	<title>Construindo um sertão sustentável e solidário</title>
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		<title>Brasil, um país doador</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 11:11:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omar Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Brasil, um país doador por Amanda Rossi* Cruzamento inédito de dados mostra que o país já fornece mais do que recebe em ajuda internacional entre governos e agências multilaterais. Conforme se expande a cooperação brasileira, cresce também o seu poder econômico e político no mundo. Em busca de um lugar de destaque no cenário global, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Brasil, um país doador<br />
por Amanda Rossi*</p>
<p>Cruzamento inédito de dados mostra que o país já fornece mais do que<br />
recebe em ajuda internacional entre governos e agências multilaterais.<br />
Conforme se expande a cooperação brasileira, cresce também o seu poder<br />
econômico e político no mundo.</p>
<p>Em busca de um lugar de destaque no cenário global, o Brasil está se<br />
firmando como doador de recursos a países pobres. De acordo com<br />
cruzamento de dados inédito realizado pelo Le Monde Diplomatique<br />
Brasil, o governo já fornece mais ajuda internacional do que obtém de<br />
países e agências multilaterais, como a Organização das Nações Unidas<br />
(ONU). Entre 2005 e 2009, o Brasil recebeu US$ 1,48 bilhão. No mesmo<br />
período, doou US$ 1,88 bilhão – uma diferença de US$ 400 milhões em<br />
relação ao que recebeu.</p>
<p>Os valores ainda são pequenos, mas refletem o crescimento da economia<br />
brasileira e o desejo do país de ter mais influência nas decisões<br />
mundiais. “É bastante conhecido que o Brasil tem ambições de ter<br />
assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Todas essas<br />
apostas no sentido de apoiar mais são formas de mostrar que o país<br />
está à altura de ser visto como um líder mundial do ponto de vista<br />
político”, diz a pesquisadora Lídia Cabral, do centro de pesquisas<br />
britânico Overseas Development Institute.</p>
<p>Durante décadas, o Brasil foi basicamente receptor de ajuda<br />
internacional. Hoje tem um amplo programa de cooperação internacional<br />
com países em desenvolvimento e parou de receber de alguns fundos<br />
como, por exemplo, o Banco Mundial e o FMI – agora é o Brasil que<br />
envia dinheiro para essas duas instituições.</p>
<p>Mas o Brasil ainda recebe muita ajuda de outros países e de agências<br />
multilaterais e ocupa atualmente um papel intermediário, em que tanto<br />
a vertente de receptor como a de doador são importantes. Este papel é<br />
bem ilustrado pelo aumento significativo da cooperação trilateral,<br />
realizada em conjunto com um país do Hemisfério Norte e alguma outra<br />
nação do Sul. O Brasil entra com assistência técnica e seus parceiros,<br />
com dinheiro. É com recursos do Japão, por exemplo, que a Embrapa vai<br />
realizar um grande projeto para tornar produtiva a savana moçambicana,<br />
parecida com o Cerrado brasileiro.</p>
<p>O aumento da importância do país como fornecedor de recursos para fora<br />
“é uma evolução natural do Brasil. À medida que melhora a sua situação<br />
econômica e social interna por meio de políticas sociais mais<br />
efetivas, o país vai deixando de necessitar de ajuda externa. Por<br />
outro lado, passa a dispor de um excedente que pode ser usado em<br />
cooperação com outros países em desenvolvimento, que estão ainda em<br />
situação de maior carência”, afirma o embaixador Piragibe Tarragô,<br />
responsável pelas relações entre o Brasil e a África no governo Lula.</p>
<p>Nos últimos anos, especialistas, pesquisadores e diplomatas já vinham<br />
apontando para a tendência de o país reduzir seu peso como receptor de<br />
ajuda internacional e acentuar seu papel de fornecedor, mas não havia,<br />
até então, uma comparação entre os volumes recebidos e fornecidos em<br />
ajuda internacional que pudesse confirmar ou negar essa tendência.</p>
<p>A diplomacia brasileira não gosta de ver o Brasil como um doador, nem<br />
de chamar sua assistência de ajuda internacional. O principal motivo é<br />
que o país quer se distanciar o máximo possível (inclusive em teoria e<br />
conceito) do modelo tradicional de ajuda internacional prestada pelas<br />
nações doadoras do Hemisfério Norte.</p>
<p>“O doador tradicional com muita frequência traz embutidas<br />
condicionalidades. E o Brasil presta cooperação para quem deseja<br />
cooperação sob demanda. Cedemos conhecimento sem nenhuma<br />
condicionalidade. Por isso, a ideia de parceria para o desenvolvimento<br />
é mais justa, mais precisa (do que a de doação de ajuda<br />
internacional)”, diz o ministro Olyntho Vieira, segundo secretário do<br />
Brasil na Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação<br />
(FAO). “O Brasil acaba sendo percebido de forma diferente dos<br />
doadores. Tenho muito medo da ideia de que um dia (os doadores) possam<br />
nos dizer: agora vocês estão do lado de cá.”</p>
<p>Cruzamento de dados</p>
<p>O critério chamado Assistência Oficial para o Desenvolvimento (AOD),<br />
da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é o<br />
mais usado no mundo para medir fluxos de ajuda internacional entre<br />
países e entre eles e agências multilaterais. De acordo com esse<br />
critério, os Estados Unidos são os maiores doadores do mundo,<br />
fornecendo US$ 28 bilhões em 2009, seguidos por França e Alemanha, que<br />
doaram cerca de US$ 12 bilhões cada no mesmo ano.</p>
<p>O Brasil não faz parte do grupo de doadores da OCDE, que tem como meta<br />
a doação de 0,7% do PIB por ano para AOD e estabelece uma série de<br />
condições para o envio do dinheiro. Por isso, a OCDE não computa o<br />
apoio do Brasil para o desenvolvimento de países pobres. Por outro<br />
lado, reúne dados sobre a ajuda fornecida para o Brasil: US$ 1,48<br />
bilhão em AOD entre 2005 e 2009. É a única fonte de informação<br />
disponível sobre a ajuda recebida pelo Brasil, já que o governo<br />
brasileiro ainda não dispõe de um balanço sobre o tema.</p>
<p>Já a contribuição internacional do Brasil foi computada pela primeira<br />
vez pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e divulgada<br />
em janeiro deste ano – antes não havia nenhum dado consolidado. O<br />
valor obtido foi de US$ 1,43 bilhão, fornecido pelo Brasil entre 2005<br />
e 2009. Ele não pode ser comparado com o valor da OCDE, porque o Ipea<br />
não trabalhou com a definição de AOD.</p>
<p>Há três diferenças entre a AOD e a metodologia usada pelo Ipea,<br />
segundo Marcos Cintra, coordenador da pesquisa do Ipea. Não entraram<br />
na conta do instituto brasileiro três vertentes de ajuda consideradas<br />
pela AOD: perdão e renegociação de dívida, projetos de cooperação<br />
realizados por universidades públicas (federais e estaduais) e<br />
empréstimos concessionais (com taxas de juros diferenciadas e<br />
percentual de doação).</p>
<p>Para comparar o apoio fornecido pelo Brasil com a ajuda recebida de<br />
países e agências multilaterais, o Le Monde Diplomatique Brasil<br />
procurou adequar as duas metodologias. Para isso, somou ao valor<br />
obtido pelo Ipea (US$ 1,43 bilhão), o montante total que o Brasil<br />
forneceu em perdão de dívida no mesmo período – de US$ 448 milhões,<br />
segundo o Ministério da Fazenda. O valor obtido, de US$ 1,88 bilhão,<br />
mostra que o Brasil forneceu mais do que recebeu em ajuda<br />
internacional entre 2005 e 2009. Esse valor é semelhante ao da AOD<br />
provida por Polônia (US$ 1,6 bilhão) e Luxemburgo (US$ 1,75 bilhão).</p>
<p>A diferença entre a ajuda fornecida e a recebida pelo Brasil seria<br />
ainda maior se fossem levados em conta os valores gastos pelas<br />
universidades brasileiras, mas não existe nenhum balanço sobre o tema.<br />
Outro valor não considerado foi o dos empréstimos concessionais<br />
fornecidos pelo Brasil. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico<br />
e Social (BNDES) fornece créditos à exportação de bens e serviços<br />
nacionais, geralmente usados por construtoras brasileiras com atuação<br />
na África e América Latina para a realização de obras de<br />
infraestrutura. De acordo com Marcos Cintra, o Tesouro Nacional faz<br />
operações de equalização das taxas de juros de alguns dos créditos de<br />
exportação do BNDES, configurando empréstimo concessional. Mas não é<br />
possível saber valores porque o órgão não informa o montante<br />
subsidiado.</p>
<p>De acordo com a pesquisa do Ipea, a ajuda ao desenvolvimento prestada<br />
pelo Brasil aumentou 50% em termos reais, de 2005 a 2009. Os maiores<br />
gastos foram com contribuições para organismos internacionais (76% do<br />
total) e bolsas de estudo para estrangeiros (10%). Assistência<br />
humanitária, prestada em casos de desastres naturais ou conflitos, foi<br />
a vertente de cooperação que mais cresceu (aumento de 73 vezes).</p>
<p>Já com relação à ajuda recebida pelo Brasil em cooperação bilateral<br />
entre países e agências multilaterais, não se percebe uma tendência<br />
geral de queda, apesar de a ajuda dos Países Baixos ter sido encerrada<br />
em 2006 e da cooperação bilateral do Canadá, ativa desde 1968, ter<br />
sido finalizada ainda em março deste ano. “Durante as duas últimas<br />
décadas, o Brasil avançou muito no combate à pobreza e nos demais<br />
desafios de desenvolvimento”, justifica o governo do Canadá.</p>
<p>O número total de projetos de cooperação técnica com o Brasil também<br />
caiu de 171, em 2005, para os atuais 54, de acordo com a Agência<br />
Brasileira de Cooperação (ABC), órgão do Itamaraty. Por outro lado, o<br />
Japão e a Alemanha mantêm grandes operações de ajuda ao Brasil, por<br />
exemplo, em projetos de preservação ambiental.</p>
<p>Estilo brasileiro</p>
<p>O foco brasileiro é ajudar os países do Sul a se desenvolverem, na<br />
chamada Cooperação Sul-Sul, replicando experiências nacionais<br />
bem-sucedidas. Os princípios desta cooperação ainda estão em<br />
construção, mas há características gerais que estão se estabelecendo<br />
na prática, como não exigir condicionalidades nem intervir nos países<br />
ajudados – ao contrário da cooperação dos países do Hemisfério Norte.</p>
<p>O Brasil não tem como objetivo atingir resultados específicos com os<br />
países que ajuda, como, por exemplo, promover as metas da ONU para<br />
melhoria de índices sociais ou estimular o desenvolvimento econômico.<br />
O objetivo brasileiro, por enquanto, está na maneira de prestar ajuda.<br />
Ele é, “em primeiro lugar, atender a demandas que outros países<br />
tenham, mediante transferência de solução (que encontramos para<br />
resolver nossos próprios problemas)”, diz o ministro Marco Farani,<br />
diretor da ABC.</p>
<p>A menina dos olhos da ajuda brasileira é a cooperação técnica, que<br />
promove capacitação e transferência de conhecimentos em áreas em que o<br />
Brasil tem projetos bem-sucedidos, como agricultura tropical e combate<br />
à aids. Apesar de representar uma pequena fatia da ajuda total provida<br />
pelo Brasil (R$ 252 milhões, menos de 10% do total), é a vertente de<br />
cooperação que mais recebe atenção do governo brasileiro. “Cooperação<br />
técnica é a vertente mais importante de cooperação que o Brasil<br />
realiza”, diz Farani. “Ela leva os conhecimentos e transfere<br />
ferramentas que vão ser instrumentos para o desenvolvimento desses<br />
países. Ao mesmo tempo, projeta o Brasil (internacionalmente).”</p>
<p>Apenas em 2010, foram concluídas quase 600 iniciativas de cooperação<br />
técnica em 81 países do mundo. Somente na África, 300 em 38 países,<br />
enquanto em 2002 havia apenas 21 projetos em seis países. África e<br />
América Latina são os alvos principais da cooperação técnica e<br />
receberam do Brasil US$ 40 milhões e US$ 29 milhões, respectivamente,<br />
entre 2003 e 2010. Os mais ajudados foram Moçambique, Timor Leste,<br />
Guiné Bissau e Haiti.</p>
<p>Os recursos para a cooperação técnica aumentaram consideravelmente a<br />
partir do início do governo Lula, em 2003. O orçamento da ABC passou<br />
de R$ 4,5 milhões, em 2003, para R$ 52 milhões em 2011 – crescimento<br />
de dez vezes. Mas foi em 2008 que o Brasil deu seu passo mais ousado,<br />
iniciando projetos de grande escala, chamados de estruturantes. Os<br />
maiores parceiros do governo brasileiro na realização desses grandes<br />
projetos são Embrapa, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Senai,<br />
instituições que atuam justamente nas três áreas nas quais o Brasil<br />
mais desenvolve projetos de cooperação: agricultura (22% dos<br />
projetos), saúde (16%) e educação (12%).</p>
<p>Não há uma prioridade política do Brasil para a realização de projetos<br />
nessas áreas. Há, pelo contrário, uma maior demanda por eles. “Cansei<br />
de ouvir por todo país onde andava que queriam uma filial da Embrapa.<br />
Se fosse atender a todos os pedidos, hoje a Embrapa teria 150 filiais<br />
pelo mundo. A cooperação brasileira em agricultura cresceu muito<br />
porque somos reconhecidos pelo que se fez nesta área no Brasil”, diz<br />
Olyntho Vieira, que antes de ir para a FAO foi coordenador-geral da<br />
cooperação brasileira em agricultura.</p>
<p>A Embrapa tem hoje escritório em Gana, na África, e deve montar uma<br />
filial internacional no Panamá. Seu projeto mais audacioso é o Cotton<br />
4, que transfere tecnologia brasileira na produção de algodão para<br />
Mali, Benin, Chade e Burkina Faso, e pretende ampliar a geração de<br />
comida conjugada com a de algodão. Já o Senai tem um grande centro de<br />
formação no Paraguai, que já formou mais de dez mil trabalhadores, e<br />
três na África (Angola, Cabo Verde e Guiné Bissau). Outros quatro<br />
estão sendo instalados na América Latina e dois no continente<br />
africano.</p>
<p>A Fiocruz está envolvida em projetos de bancos de leite materno, sendo<br />
12 na América Latina. Também é parceira do maior e mais ousado projeto<br />
de cooperação técnica brasileiro: uma fábrica pública de medicamentos<br />
genéricos contra a aids, em Moçambique. O projeto, inédito na história<br />
da cooperação brasileira, surgiu em 2003 com a intenção de transferir<br />
a experiência brasileira na produção desses medicamentos, criando<br />
capacidades locais. Os investimentos públicos brasileiros na fábrica,<br />
que começa a operar este ano, são de R$ 15 milhões.</p>
<p>O Brasil também teve iniciativas fracassadas. Em Moçambique, por<br />
exemplo, tentou criar uma fábrica de bolas de futebol. Em tese era uma<br />
ideia simpática e bastante brasileira, mas não deu atenção suficiente<br />
para as dificuldades como o acesso a matéria-prima e a energia para<br />
fazer a fábrica operar. Resultado: o projeto foi desativado.</p>
<p>Interesses econômicos</p>
<p>Apesar de não fazer exigências econômicas em troca da sua cooperação,<br />
o Brasil vem colhendo frutos econômicos do aumento das suas doações<br />
internacionais. Conforme o país aumenta seu prestígio junto àqueles<br />
que ajuda, as empresas brasileiras elevam as exportações e realizam<br />
mais operações de internacionalização.</p>
<p>Em viagem à Tanzânia em 2010, o ex-presidente Lula pregou que é<br />
preciso “viajar cada vez mais, batermos cada vez mais em portas<br />
diferentes, tentando vender os nossos produtos”. E, de fato, o<br />
incremento das visitas diplomáticas e da assinatura de projetos de<br />
cooperação ajudaram o Brasil a vender mais. As exportações brasileiras<br />
para a África mais que triplicaram nos anos Lula (2003-2010). Já a<br />
América Latina foi o maior destino das exportações brasileiras em<br />
2008, adquirindo cerca de um quarto dos produtos exportados – US$ 50<br />
bilhões.</p>
<p>A ligação entre cooperação e negócios pode não ser direta, mas é<br />
estreita. A mineradora brasileira Vale, por exemplo, firmou contrato<br />
com o governo de Moçambique para explorar carvão naquela que pode ser<br />
a maior mina do mundo, em 2004, um ano depois do anúncio do apoio<br />
brasileiro à construção da fábrica de medicamentos contra a aids. A<br />
fábrica acentuou amizades entre Brasil e Moçambique e, indiretamente,<br />
facilitou a penetração da Vale. Com investimento de US$ 1,6 bilhão, a<br />
mina da Vale começará a produzir este ano, quando também começa a<br />
produzir a fábrica de antirretrovirais – graças a uma doação de US$<br />
4,5 milhões da própria mineradora para a finalização do projeto.</p>
<p>“A ajuda técnica nunca é a troco de nada, não é benevolência, não é<br />
boa vontade”, alerta a pesquisadora Ana Saggioro, da PUC-Rio e do<br />
Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs). Se por um<br />
lado o Brasil fornece mais ajuda do que obtém, por outro já investe<br />
mais no exterior do que recebe em investimentos estrangeiros. “O<br />
movimento de fortalecimento da Cooperação Sul-Sul, de ascensão do<br />
Brasil, envolve a expansão do capital com sede no país.”</p>
<p>Segundo a pesquisadora, o Brasil dá apoio político à expansão das<br />
empresas brasileiras de forma não institucionalizada. Ela cita dois<br />
exemplos: a abertura de embaixadas no exterior, que favorece a disputa<br />
por espaço pelas empresas brasileiras e as visitas do ex-presidente<br />
Lula, sempre acompanhadas de missões empresariais. “Quando Lula estava<br />
negociando o acordo nuclear no Irã, o Brasil fazia acordos de<br />
cooperação técnica na área de energia e 77 empresas brasileiras<br />
estavam no país fazendo negociação de exportação, principalmente<br />
carne”, conta Ana Saggioro.</p>
<p>Já a consultora Melissa Andrade não vê problema na expansão das<br />
companhias nacionais. “Nada impede que uma empresa brasileira que for<br />
se expandir contribua também para o desenvolvimento dos países com que<br />
o Brasil coopera”, diz. Mas o Estado deve regular a atuação da empresa<br />
no exterior: “É preciso fazer que a atuação da empresa seja de<br />
interesse público e que não seja meramente comercial, trazendo emprego<br />
de curto prazo e remetendo os lucros todos para o Brasil”, acrescenta.</p>
<p>Cara própria</p>
<p>O Brasil está moldando uma cara própria para sua cooperação e se<br />
diferenciando de outros modelos já existentes, principalmente dos de<br />
países doadores da OCDE. Chamados de doadores tradicionais, eles são<br />
focados em prover recursos financeiros (não cooperação técnica) em<br />
troca do cumprimento de condições políticas e econômicas – muitos<br />
países foram inclusive obrigados a aderir ao FMI e ao Banco Mundial<br />
para começar a receber a ajuda.</p>
<p>O modelo da OCDE é altamente criticado por tornar os países receptores<br />
altamente dependentes da ajuda e das políticas impostas pelos<br />
doadores. A Unctad, órgão de comércio da ONU, diz que apenas dois dos<br />
países menos desenvolvidos do mundo conseguiram melhorar<br />
significativamente desde o início desse modelo de ajuda internacional.</p>
<p>Moçambique – que é o maior receptor de cooperação técnica brasileira<br />
no mundo – tem quase metade do seu orçamento de Estado custeado por um<br />
grupo de doadores tradicionais. Eles estabelecem anualmente uma lista<br />
de metas políticas, sociais e econômicas que o país precisa cumprir<br />
para receber a ajuda. Insatisfeitos com o decorrer das eleições de<br />
2009, esses doadores entraram em greve no ano seguinte, provocando um<br />
caos nas contas públicas, inflação e aumento do custo de vida.<br />
Exatamente o oposto do estilo não intervencionista brasileiro.</p>
<p>“É preciso virar a página dos modelos impostos de fora (…) O Brasil<br />
não tem a pretensão de ditar modelos para ninguém – sempre deseja<br />
aprender com a dignidade e a sabedoria dos povos irmãos”, discursou o<br />
ex-presidente Lula no Fórum Social Mundial em Dacar, no Senegal, este<br />
ano. Seguindo o princípio do não intervencionismo, o Brasil continua a<br />
enviar missões diplomáticas e comerciais para países cujos dirigentes<br />
são internacionalmente acusados de violação de direitos humanos, como<br />
a Guiné Equatorial, e se absteve na decisão da Conselho de Segurança<br />
da ONU que autorizou uma intervenção militar na Líbia, que vive desde<br />
fevereiro uma turbulência social contra o regime de Muammar Gadafi, no<br />
poder há mais de quatro décadas.</p>
<p>Com essas características, o Brasil estaria inaugurando um novo modelo<br />
de ajuda internacional? “Não sei se chamaria de novo modelo, porque<br />
não foi pensado como novo modelo”, diz o embaixador Tarragô. Mas “nós<br />
temos uma maneira de fazer que não tem as mesmas condicionalidades ou<br />
exigências. Porque a ênfase não é na doação de recursos financeiros”,<br />
mas na cooperação técnica. Embora menos vistosa que a doação de<br />
dinheiro, a cooperação técnica é “mais eficiente” porque “os<br />
resultados são mais duradouros por meio da formação de pessoas que vão<br />
ficar por gerações inteiras pondo em prática o que terão aprendido<br />
conosco”.</p>
<p>Política de cooperação</p>
<p>A mudança de perfil do Brasil é muito recente e ainda faltam<br />
diretrizes e agenda para a cooperação brasileira. Mas a consolidação<br />
do país como doador e o aumento constante da ajuda que fornece tornam<br />
necessário que o governo passe a discutir os termos da sua cooperação.<br />
Apesar de haver uma ideia geral de princípios, falta uma política de<br />
cooperação internacional brasileira, que defina em primeiro lugar o<br />
que somos e o que queremos ser como um país doador, além de<br />
simplesmente prestar cooperação na prática.</p>
<p>“O Brasil vai atuar da mesma forma que algumas potências<br />
tradicionais?”, questiona o ministro Bitencourt, da embaixada do<br />
Brasil em Moçambique. Ou da mesma forma que a China? E como vai se dar<br />
a conjugação da cooperação brasileira “com nossos interesses<br />
econômicos” de internacionalização das empresas e disputa por mercados<br />
e matérias-primas? Como “a transformação do bioetanol em ‘commodity’<br />
internacional” vai surtir impactos na cooperação? “São perguntas como<br />
essas que acabarão se colocando e cujas respostas permitirão definir a<br />
visão que queremos ter para nossa atuação e para a cooperação”, diz<br />
Bitencourt.</p>
<p>A pesquisadora Melissa Andrade concorda que chegou a hora de o país<br />
discutir sua cooperação. “O Brasil, nessa demanda que está tendo de<br />
exportar know-how para o resto do mundo, tem uma oportunidade<br />
excelente de olhar para si de forma muito crítica e ver o que a gente<br />
está querendo dar para o resto do mundo”, diz a pesquisadora. “Nós,<br />
que fomos tão críticos durante tanto tempo em relação a importar uma<br />
série de ideologias e programas que não tinham a ver com nossa<br />
realidade, até que ponto vamos agora começar a fazer a mesma coisa?<br />
Como vamos conseguir dialogar?”.</p>
<p>“Não existe uma resposta pronta ainda”, continua Melissa Andrade.<br />
“Estamos começando a debater cooperação internacional como política<br />
pública de forma mais séria agora. Até recentemente o Brasil recebia<br />
mais assistência do que oferecia. Por isso, este é um debate tão<br />
importante. Temos que nos preparar para fazer uma cooperação que seja<br />
de fato diferente, que não reproduza os mesmos modelos tanto técnicos<br />
quanto ideológicos da cooperação que a gente teve no passado.”</p>
<p>* Amanda Rossi é jornalista.</p>
<p>** Publicado originalmente no site Le Monde Diplomatique Brasil.</p>
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		<title>(In)Segurança alimentar: merenda escolar: líder de gastronomia EEUU clama por mudanças</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 10:22:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omar Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pessoal, Não podemos ficar atrás dos americanos &#8211; o país com o pior padrão de alimentação no mundo já está se tocando, e grandes chefs, como o Mario Batali (que tem programas de TV de ampla audiência) já estão clamando por &#8220;moderação&#8221;, pela volta do milho como alimento, pela diminuição da pesca, pela redução do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoal,</p>
<p>Não podemos ficar atrás dos americanos &#8211; o país com o pior padrão de<br />
alimentação no mundo já está se tocando, e grandes chefs, como o Mario<br />
Batali (que tem programas de TV de ampla audiência) já estão clamando<br />
por &#8220;moderação&#8221;, pela volta do milho como alimento, pela diminuição da<br />
pesca, pela redução do consumo de refrigerantes, e pela diminuição do<br />
consumo de carne (Campanha Segundas sem Carne). E está sendo apoiado<br />
por Ophah Winney, a mais célebre apresentadora de programas de<br />
entrevistas no país.</p>
<p>Clique nos website abaixo. Está em inglês, mas no navegador Google<br />
Chrome, basta clicar na página com o botão direito, e selecionar a<br />
tradução para o português.</p>
<p><a href="http://online.wsj.com/article/SB10001424052748704312504575618812624398680.html"></p>
<p>&#8220;Menos Milho, Pesca mais saudável e Refrigerantes às Sextas-feiras&#8221;<br />
O Chef Mario Batali antecipa o futuro da alimentação, dos produtores<br />
às merendas escolares, e clama por moderação</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>OXFAM: Preços dos alimentos vão dobrar até 2030</title>
		<link>http://www.parceriasagroecologicas.org.br/blog/?p=17</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 10:17:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omar Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os preços de alimentos básicos devem mais do que dobrar em 20 anos, a não ser que líderes mundiais promovam reformas, alertou na segunda-feira, 30 de maio, a organização não governamental (ONG) britânica Oxfam. Até 2030, o custo médio de colheitas consideradas chave para a alimentação da população global vai aumentar entre 120% e 180%, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os preços de alimentos básicos devem mais do que dobrar em 20 anos, a não ser que líderes mundiais promovam reformas, alertou na segunda-feira, 30 de maio, a organização não governamental (ONG) britânica Oxfam. Até 2030, o custo médio de colheitas consideradas chave para a alimentação da população global vai aumentar entre 120% e 180%, prevê a ONG em seu relatório Growing a Better Future (Plantando um Futuro Melhor).<br />
Metade desse aumento de custos deverá ser creditada as mudanças climáticas. Sendo assim, para a Oxfam, é preciso que os líderes globais trabalhem tanto para regular os mercados de commodities como para a criação de um fundo climático global.</p>
<p>“O sistema [de negociação] de alimentos deve ser revisto se quisermos superar os crescentes desafios relacionados as mudanças climáticas, aumentos no preço da comida e falta de terras, água e energia”, destacou à BBC Brasil Barbara Stocking, executiva chefe da Oxfam.</p>
<p>O Banco Mundial também advertiu que o aumento nos preços dos alimentos está levando milhões de pessoas para a pobreza extrema. Em abril, a instituição informou que os custos dos alimentos haviam aumentado 36% em um ano, em parte devido aos distúrbios no Oriente Médio e no Norte da África.</p>
<p>Para a Oxfam, é preciso que haja mais “transparência” nos mercados de commodities e regulamentação de mercados futuros; um aumento de estoques de alimentos; o fim das políticas que promovam biocombustíveis [por supostamente ocupar terras que poderiam servir para a agricultura]; e investimentos em cultivos familiares, em especial os comandados por mulheres.</p>
<p>Insegurança alimentar</p>
<p>No relatório, a ONG ressalta quatro áreas de alta insegurança alimentar – locais onde já existem dificuldades para alimentar os habitantes. O primeiro deles é a Guatemala, onde 850 mil pessoas são afetadas pela falta de investimentos estatais em pequenos agricultores e pela alta dependência de alimentos importados.</p>
<p>O segundo é a Índia, onde a população gasta em comida duas vezes mais que cidadãos britânicos (proporcionalmente ao que recebem de salário). Um litro de leite pode custar cerca de R$ 26 na Índia.</p>
<p>Em terceiro, a Oxfam cita o Azerbaijão, onde a produção de trigo caiu 33% em 2010 em decorrência de más condições climáticas, forçando o país a importar grãos da Rússia e do Cazaquistão. Os preços dos alimentos no país subiram 20% em dezembro de 2010 em comparação com o mesmo mês do ano anterior.</p>
<p>Em quarto está o Leste da África, onde 8 milhões de pessoas enfrentam atualmente falta crônica de alimentos por causa da seca. Mulheres e crianças estão entre os mais afetados.</p>
<p>* Publicado originalmente no site EcoD.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Seca na China aumenta preocupações com o abastecimento mundial de grãos</p>
<p>Fonte: http://www.reuters.com/article/2011/05/26/us-china-drought-grains-idUSTRE74P2KA20110526<br />
Tradução: lhas3126@gmail.com</p>
<p>(Reuters) &#8211; Uma seca prolongada na China pode atingir produção de grãos nas principais regiões de cultivo, apertando ainda mais os estoques globais e exercer uma pressão ascendente sobre os preços, mas os ainda abundantes estoques de trigo da produção nacional vai agir como um amortecedor e manter os volumes de importação baixos, por enquanto.</p>
<p>Os analistas do mercado de grãos estão acompanhando muito de perto o clima na China, buscando indícios para qualquer choque de oferta futura dos mercados de grãos, que poderia alimentar uma corrida ainda maior nos mercados de milho e do trigo futuros, nos EUA (que afeta os preços no mundo todo) já excitado pelo clima muito desfavorável para a safra de grãos nos Estados Unidos e também na Europa, após um inverno muito rigoroso com excesso de queda de neve no hemisfério norte.</p>
<p>&#8220;Algumas regiões da China estão sofrendo com clima muito seco e se houver quebras de safra nessas regiões produtoras da China deveremos saber para que parte do mundo que eles vão olhar no mercado global de suprimentos&#8221; para se abastecerem (N.T. &#8211; O Brasil é um pais grande produtor de grãos que esta passando incólume em relação a produção de alimentos sem ser afetado por graves problemas climáticos), disse Luke Mathews, estrategista de commodities do Commonwealth Bank of Australia em Sydney.</p>
<p>&#8220;Eles vão ter que olhar para a América do Norte e para a Europa e há uma quantidade significativa de preocupação particular se esses países serão capazes de satisfazer essas necessidades.&#8221; O Chicago Board of Trade (preço médio internacional do) de milho subiu 80% desde o início de maio do ano passado, enquanto o trigo aumentou cerca de 50%. Só na semana passada o milho e do trigo saltaram mais de 10% em seus preços com as expectativas de um aperto global de suprimentos de grãos de uma maneira geral.</p>
<p>PREOCUPAÇÕES COM A PRODUÇÃO DE GRÃOS E OS BAIXOS ESTOQUES GLOBAL</p>
<p>A semeadura da cultura do milho no tempo oportuno é fundamental para um ótimo rendimento necessário para repor as fontes e depósitos de grãos dos EUA que são projetadas para o seu nível mais baixo em 15 anos, em meio à forte demanda dos criadores de gado, os fabricantes e exportadores de etanol. Cerca de 80% da colheita de milho dos EUA foi plantada, de acordo com os EUA do Departamento de Agricultura, mas a previsão de novas chuvas nesta próxima semana são esperadas com a paralisação do final das semeaduras de milho.</p>
<p>Chuvas no norte da região de Planície nos EUA (que causaram as cheias recordes na bacia dos Rios Missouri/Mississipi) puseram plantações de trigo da primavera em atraso, com a semeadura de apenas 34% concluída no principal estado produtor de trigo, a Dakota do Norte, a partir de um ritmo normal que deveria estar em 85%.</p>
<p>PREVISÃO DE INFLAÇÃO PARA o MILHO, </p>
<p>Órgãos do governo chinês tem previsão de produção de milho para 2011 subindo para um recorde de produção de 181,50 milhões de toneladas devido ao aumento da área cultivada, mas analistas disseram que será uma meta difícil de alcançar. &#8220;O nível de 180 milhões de toneladas por ano/safra é um gargalo, e a previsão do mercado em geral, que ainda está por vir, deve ser menor do que a previsão do governo chines&#8221;, disse um analista da consultoria da China milho. Os preços do milho da China bateram um recorde histórico de alta em março. Isso, junto com as reservas de milho em baixa, tornou difícil para Pequim de arrefecer os aumentos de preços dos alimentos, elevando a taxa de inflação do país para um total de 32 meses seguidos de alta em março.</p>
<p>Os preços dos alimentos caíram 0,4 por cento em abril, em relação à Março, mas aumentou de 11,5% superior ao mesmo mês do ano anterior. [ID: nL3E7GB0H2]  &#8220;Os suprimentos globais de milho estão extremamente apertados e os mercados do mundo está apostando em aumentos significativos na produção&#8221;, disse Mathews. &#8220;As autoridades chinesas estavam sugerindo uma elevação da área de produção local e eles vão precisar cada pedacinho de terreno cultivável.&#8221;</p>
<p>O Barclays Capital advertiu que os recentes incidentes climáticos extremos criaram riscos ascendentes para a inflação de alimentos para o segundo semestre de 2011, citando a China como uma das áreas de grandes preocupações. &#8220;As condições de seca, como na bacia do rio Yangtze e Shandong, no leste tendem a pesar sobre a produção de comida chinesa e um aumento de demanda de importação&#8221;, disse o banco em um relatório.</p>
<p>&#8220;Shandong recebeu apenas 12 milímetros de chuva desde setembro de 2010, ou seja NADA, com alguns relatórios que indicam que cerca de 40 por cento da colheita da província de trigo já foi perdida.&#8221; A produção total de trigo da China ficou em 115 milhões de toneladas no ano passado, mostraram dados oficiais. No entanto, Yang Hai, um analista de trigo da Esunny Information &#038; Technology Co., disse que na China é provável que assistamos a um pequeno aumento na produção de trigo este ano.</p>
<p>Os níveis de água no meio do rio Yangtze estão 6 metros mais baixo do que eram ao mesmo tempo, no ano passado, com volume de chuvas de apenas um quinto dos níveis observados em 2010, segundo o jornal China Daily, citando as agências humanitárias locais de controle da seca. A Administração Meteorológica da China disse na quarta-feira que a precipitação média de chuvas em Anhui, Jiangsu, Hunan, Hubei, Jiangxi, Zhejiang e Xangai, que são as principais áreas produtoras de arroz da China, é a menor desde 1954.</p>
<p>A seca persiste e é grave na principal região produtora de arroz na China</p>
<p>ESTOQUES, IRRIGAÇÃO</p>
<p>O mercado ainda não está muito preocupado sobre o abastecimento de trigo na China, com as existências de encerramento no final do ano-safra 2010/11 estimada em 60 milhões de toneladas pelo USDA.  &#8220;O clima este ano é provável que seja anormal, com o norte da China provavelmente enfrentando enchentes, enquanto o sul da China provavelmente sofre com a seca&#8221;, disse Gao Yanrong, analista da Dalu Futures.</p>
<p>Autoridades na China disseram que as instalações de irrigação irão limitar o risco para a cultura do milho, mesmo se houver seca, mais tarde, nas principais áreas de crescimento do grão. &#8220;Temos os poços, e nós podemos irrigar (o milho), mesmo se houver uma seca&#8221;, disse um funcionário do ministério da Agricultura na província de Shandong.</p>
<p>China virou importador de milho no ano passado, com a compra de 1,57 milhões de toneladas, a maior em 15 anos, e quase tudo vieram dos Estados Unidos. Em março, a China Grains Reserve Corp (Sinograin), que gere as reservas de grãos do governo central da China, comprou 1,0 milhões de toneladas de milho dos EUA.  O país também está buscando outras origens e o desenvolvimento de novas fontes de fornecimento. O ministro da agricultura da Argentina, Oscar Solis, disse em abril que o seu país espera para elaborar um protocolo de saúde e de exportação de 2 milhões de toneladas de milho para a China este ano.</p>
<p>Analistas dizem que o clima em julho e agosto, que é o período crucial de crescimento das culturas, será o fator decisivo para as compras finais.</p>
<p>(Reportagem de Ed Lane) &#8211; GREEN BUSINESS</p>
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		<title>Governo Federal lança catálogo web para municípios</title>
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		<pubDate>Sat, 14 May 2011 01:48:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omar Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Governo Federal lança catálogo web para municípios O acesso aos programas do governo federal ficou ainda mais democrático, interativo e atualizado. O governo federal lançou, durante a XIV Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, o &#8220;Catálogo Web de Programas Federais para os Municípios&#8221;. Trata-se da versão eletrônica do catálogo publicado em 2009. O material [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Governo Federal lança catálogo web para municípios</p>
<p>O acesso aos programas do governo federal ficou ainda mais democrático, interativo e atualizado. O governo federal lançou, durante a XIV Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, o &#8220;Catálogo Web de Programas Federais para os Municípios&#8221;.</p>
<p>Trata-se da versão eletrônica do catálogo publicado em 2009. O material vai ajudar os administradores municipais a melhorar a gestão administrativa.</p>
<p>Neste arquivo, o gestor encontra informações sobre como ter acesso aos programas, ações e projetos dos diversos órgãos do governo federal. As ações são organizadas em fichas e o leitor pode fazer buscas por palavra-chave. Como o sistema é eletrônico, a atualização dos dados é feita com a mesma agilidade com que os programas são criados ou alterados.</p>
<p>O catálogo web será incluído no ambiente do Portal de Convênios (Siconv), para que, futuramente, a atualização do conteúdo seja feita por meio da alimentação do próprio Siconv. Junto ao catálogo Web, está disponível o Manual da Legislação Federal sobre Convênios da União, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam).</p>
<p>Leia mais<br />
Convênios. http://www.convenios.gov.br/programasparamunicipios<br />
Portal Federativo.  http://www.portalfederativo.gov.br/<br />
Relações Institucionais. http://www.relacoesinstitucionais.gov.br/</p>
<p>Fonte: Secretaria de Relações Institucionais, Presidência da República</p>
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		<title>Economia Solidária: materiais diversos para conhecimento e mobilização</title>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 15:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omar Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Música &#8220;Caminhando e cantando&#8230; com a economia solidária&#8221; (para ouvir e cantar): A Ciranda da Economia Solidária (para ouvir e cantar): Formiguinha da Economia Solidária: Folder sobre o FBES e nossas bandeiras: Em PDF: Em CDR (para gráfica): Relatório da II Conferência Nacional de Economia Solidária: Projeto de Lei da Economia Solidária (Política, Sistema e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Música &#8220;Caminhando e cantando&#8230; com a economia solidária&#8221; (para ouvir e cantar):</p>
<p><a href="http://cirandas.net/cirandeiros/blog/caminhando-e-cantando...-com-a-economia-solidaria"></p>
<p>A Ciranda da Economia Solidária (para ouvir e cantar):</p>
<p><a href="http://cirandas.net/cirandeiros/blog/musica-do-cirandas"> </p>
<p>Formiguinha da Economia Solidária:</p>
<p><a href="http://cirandas.net/cirandeiros/blog/formiguinha-da-economia-solidaria"></p>
<p>Folder sobre o FBES e nossas bandeiras:</p>
<p>Em PDF: <a href="http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_docman&#038;task=doc_download&#038;gid=1309&#038;Itemid=216"></p>
<p>Em CDR (para gráfica): <a href="http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_docman&#038;task=doc_download&#038;gid=1310&#038;Itemid=216"> </p>
<p>Relatório da II Conferência Nacional de Economia Solidária:</p>
<p><a href="http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_docman&#038;task=doc_download&#038;gid=1324&#038;Itemid=216"></p>
<p>Projeto de Lei da Economia Solidária (Política, Sistema e Fundo Nacional):</p>
<p><a href="http://www.fbes.org.br/lei_iniciativa_popular"></p>
<p>Proposta de Secretaria Especial de Economia Solidária:</p>
<p><a href="http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_docman&#038;task=doc_download&#038;gid=1305&#038;Itemid=216"> </p>
<p>Logomarca do FBES:</p>
<p><a href="http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_docman&#038;task=doc_download&#038;gid=65&#038;Itemid=216"> </p>
<p>Posicionamentos dos Fóruns, redes e entidades até semana passada sobre o PL 865:</p>
<p>http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_docman&#038;task=doc_download&#038;gid=1373&#038;Itemid=216</p>
<p>Orientações para mobilizações nos estados:</p>
<p>http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_docman&#038;task=doc_download&#038;gid=1374&#038;Itemid=216</p>
<p>-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=</p>
<p>secretaria executiva do<br />
Fórum Brasileiro de Economia Solidária<br />
61-3965-3268  &#8211;  forum@fbes.org.br</p>
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		<title>Estamos juntos na construção de um novo e melhor Sertao</title>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 14:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omar Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Prezadas/os parceiras/os, militantes de um semiárido sustentável, ou visitantes interessados nesse tema. Antes de mais nada, grato por sua visita! Esse blog faz parte de uma iniciativa conjunta entre 4 organizações: Serviço Internacional, CECOR, CHAPADA, AQCC, parceiras  no Projeto &#8220;Construindo um Sertão Sustentável e Solidário&#8221;, financiado pela União Européia. Informações sobre essas organizações e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezadas/os parceiras/os, militantes de um semiárido sustentável, ou visitantes interessados nesse tema.</p>
<p>Antes de mais nada, grato por sua visita!</p>
<p>Esse blog faz parte de uma iniciativa conjunta entre 4 organizações: Serviço Internacional, CECOR, CHAPADA, AQCC, parceiras  no Projeto &#8220;Construindo um Sertão Sustentável e Solidário&#8221;, financiado pela União Européia.</p>
<p>Informações sobre essas organizações e o próprio Projeto você encontra em <a href="http://www.parceriasagroecologicas.org.br/blog/wp-admin/post-new.php">http://www.parceriasagroecologicas.org.br</a>.</p>
<p>Esse blog visa disseminar informações, notícias, textos, resenhas e discussões sobre o Sertão, com foco na Agroecologia (especialmente na abordagem da &#8220;Convivência com o Semiárido&#8221;), e com interesse especial em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, Segurança Hídrica, Tecnologias Sociais, Agricultura (peri)urbana, Hortas (e cisternas) escolares, Acesso a Mercados Locais (especialmente Feiras Orgânicas), Economia Popular e Solidária, Consumo e Produção Sustentáveis, Políticas Públicas, Controle Social, Desenvolvimento Territorial, Processamento e agregação de valor de frutas e produtos orgânicos, manejo e preservação da caatinga.</p>
<p>Desses temas acima surgem diversas questões sociais, os quais também estaremos apresentando nesse blog: campesinato, cultura sertaneja, história do Sertão, movimentos sociais no campo, processos de urbanização, educação contextualizada, redes sociais, cidadania, etnodesenvolvimento, e outros.</p>
<p>Você está convidado a interagir com as postagens do blog, inserindo comentários aos diversos tópicos, iniciando (e alimentando) discussões, abrindo outros caminhos para as idéias aqui colocadas.</p>
<p>O novo Sertão que sonhamos só pode se desenvolver com a participação de todas/os: primeiramente, as/os agricultoras/es familiares que nele vivem e suas organizações (grupos, associações, cooperativas, sindicatos, movimentos sociais), valendo especialmente a participação de mulheres e jovens; de organizações não-governamentais (ONGs) de apoio e assessoria (advogamos, apoiando a Casa da Mulher do NE, uma assessoria técnica e pedagógica emancipadora),; de agências governamentais locais, territoriais, estaduais, nacionais &#8211; especialmente, nessas ultimas, as vinculadas ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), programas e projetos como o Projeto Dom Helder Câmara (PDHC), ProRural, Instituto de Pesquisa Agropecuária (IPA), e muitos outros; de pastorais da Igreja Católica e outras igrejas; de agências de financiamento de projetos nacionais e da cooperação internacional; de movimentos ambientalistas; dos diversos fóruns e conselhos locais e regionais de desenvolvimento; de empresas comprometidas com a Responsabilidade Social Corporativa (estão crescendo), enfim, de indivíduos e pessoas que se sentem comprometidos e responsáveis por essa causa.</p>
<p>Então, aqui está o convite: PARTICIPE!!! Faça desse blog também o seu blog.</p>
<p>Abraços,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Omar Rocha</p>
<p>(ex-coordenador técnico e atual colaborador do Projeto Sertão)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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