Construindo um sertão sustentável e solidário

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Uma nova possibilidade para o Semiárido!


O Projeto

"Guardiães do Sertão"

A identidade do sertanejo - notabilizada por Euclides da Cunha em seu livro sobre Canudos, e analisada por Darcy Ribeiro em "O Povo Brasileiro" – está em redefinição. Nos últimos 20 anos, emerge um novo movimento social camponês, onde o paradigma da "convivência com o semiárido" se opõe ao modelo de pecuária extensiva (implementado desde a Colônia), induzindo os pequenos produtores familiares, especialmente os que se convertem à agroecologia, a uma nova consciência cidadã e ambiental. Tornam-se eles os 'protetores da caatinga', descortinando uma nova vocação produtiva para esse bioma, baseada na utilização da água-de-chuva, na biodiversidade, no criatório de pequeno porte, na apicultura, na revalorização do conhecimento local tradicional. Suas formas mais eficientes de organização incidem sobre políticas públicas, redefinem direitos, expandem mercados.

Dando vida às profecias de Antonio Conselheiro e somando esforços com esses emergentes guardiães, o Projeto "Construindo um Sertão Sustentável e Solidário" reúne, numa rede social, organizações que se juntam para expandir esse movimento social em três territórios do semiárido pernambucano, não apenas entre comunidades rurais, como também nas periferias das cidades, nas escolas públicas, entre consumidores conscientes.

São guardiães do sertão, anunciadores de uma possibilidade nova, os/as agricultores experimentadores que estão na vanguarda da transição agroecológica. Verdadeiros cientistas nativos, essas pessoas aprendem a consultar a Natureza, a entender seus segredos e suas dádivas, a resgatar conhecimentos de seus ancestrais, a dialogar com a ciência de ponta, para produzir não apenas alimentos de grande qualidade – no mínimo, livres de agrotóxicos e defensivos agrícolas – mas, também, produzir uma nova cidadania, com seus direitos e deveres, com liberdade e responsabilidade. Mudando, assim, sua própria cultura, suas relações (de gênero e geração, especialmente) sociais, sua identidade. Fazendo ouvir – depois de séculos de silêncio – sua voz.

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Recursos

Agricultura familiar, agroecologia, segurança alimentar, produção orgânica e sem agrotóxicos, auto-gestão comunitária e comercialização solidária: mais que palavras, estas são ações-chave para o desenvolvimento sustentável do Semi-Árido brasileiro.

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Parceiros

  • União Europeia
  • Serviço Internacional
  • Conceição das Crioulas
  • CECOR
  • Chapada


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